Segunda-feira, 2 de Julho de 2007

A Minha Comunidade

sinto-me:

publicado por minimilk às 13:00
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Terça-feira, 12 de Junho de 2007

Infante D. Henrique - Uma Escola do Futuro

 

 

 

 

 

 

sinto-me:
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publicado por minimilk às 19:58
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Quinta-feira, 5 de Abril de 2007

Minimilk tá Super

sinto-me:

publicado por minimilk às 09:04
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Sexta-feira, 2 de Março de 2007

A Cidade e a Escola

          A Escola Básica 2, 3 Infante D. Henrique está implantada na mais bela cidade beirã - Viseu, terra de Viriato.

sinto-me: Inspirado
música: Viseu Srª. da Beira

publicado por minimilk às 03:56
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E agora nós!


 

Numa terça-feira, estávamos tranquilamente numa aula de Matemática, quando as nossas inovadoras “stôras” de Ed. Física/Área de Projecto e Físico-Química irromperam e chamaram-nos. Ficámos horrorizados, lá vem um mega sermão!
“Arrastaram-nos” para uma pequena sala e lá, deram a notícia que estávamos inscritos no Sapo Challenge e que teríamos de trabalhar imenso. A primeira coisa a fazer era escolher o nome do grupo. No gozo, a Rita sugeriu “Mini Milk”, e assim ficou. Foi-nos dado o primeiro desafio, que era escrever a bio-bibliografia de João Baptista da Silva Leitão. Voltámos à sala eufóricos e passámos o intervalo a ler o regulamento do jogo.
A noite foi gasta a trabalhar para o “Mini Milk”, mas no dia seguinte foi-nos dito que todo o nosso empenho e dedicação da noite anterior “tinham ido por água abaixo”. Afinal o prazo de inscrição tinha acabado. Ficámos desolados e passámos o resto do dia de “trombas”!
Na quinta-feira seguinte tudo foi desmentido e recomeçámos a acelerar pois o trabalho estava muito atrasado.
Gastámos aulas e aulas, horas e horas, mas tudo valeu a pena. Esta experiência mostrou-nos o verdadeiro significado da expressão “trabalho de grupo”. Ficámos a saber mais sobre a vida e obra de Almeida Garrett e tudo com grande gosto.
Sem o apoio incondicional da nossa turma, família e professores, não teríamos conseguido. A eles o nosso bem haja e um “bjinho” muito carinhoso.
Mesmo que não cheguemos à vitória, valeu a pena participar!
Ufffa … e chegou ao fim!
sinto-me: Rendidos; Felizes

publicado por minimilk às 01:51
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"Um romance ... uma espécie de folhetim"

sinto-me: Apaixonado!

publicado por minimilk às 00:56
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Quinta-feira, 1 de Março de 2007

Um romance tórrido em terras beirãs

 

1ª Parte
 
Almeida Garrett, desiludido da vida pública e política, decide passar uns dias na província, nas Caldas da Felgueira.
Félix e Jakiná, nome adoptado recentemente pela servente Joaquina, acompanham a velha e hipocondríaca tia de Canas de Senhorim, Dª Maria dos Prazeres de Vilharigues, a passar uns dias nas termas.
Durante o repasto da noite, tão sabiamente confeccionado pela gentil e rosadinha Dª Felismina, Garrett entra no salão e de imediato pousa o seu tristonho olhar nos doces olhos castanhos de Jakiná.
Logo ali, e nesse preciso momento, Garrett sente o seu sangue já cansado fervilhar dentro das veias. Na sua cabeça, amorosos versos se constroem, assim como páginas e páginas de sonetos carinhosos, próprios para elevar a mais fria alma ao paraíso.
Na mesa de Jakiná, José Félix e Dª Maria dos Prazeres é servido um aromático cabrito à Lafões e, perante tal iguaria, Jakiná desce a sua ruborescida tez para o prato recheado de batatinha assadas e coradas. Pretexto que serviu para Garrett embebecido namorar os doces contornos do rosto da donzela.
Tão absorto estava neste contemplar que Garrett nem se apercebe que lhe fora colocada uma malga com duas conchas de caldo de unto, receita afamada das beiras.
De quando em quando, seus olhares lânguidos tocavam-se por entre o fumegar do caldo. Ai Jesus!…
O rubor permanecia nas suas faces.
No final do dia, no aconchego dos seus aposentos, Almeida Garrett custou a entrar no sono. A imagem de Jakiná, iluminada pela chama viva da lareira, preenchia todo o seu pensamento. Sentia-se inquieto e algo de imoral se desenhava na sua mente. Era enorme a sua ânsia de querer estar junto a ela, deleitar-se com a sua voz melodiosa e doce, sentir o seu perfume e ouvir o roçar das suas vestes.
 
2ª Parte
 
Acordou atormentado ainda o sol não tinha nascido, arranjou-se e saiu para que o fresco da manhã pudesse dissipar as imagens pecaminosas que o açoitaram durante o sono, mas que o haviam deleitado.
Quando regressa do seu passeio matinal, surpreende-se ao encontrar o objecto da sua inquietude e, provavelmente, da sua perdição, distraída pousando o seu olhar enlevado na mais bela rosa vermelha que descansava suavemente no seu colo aconchegante.
De forma envergonhada, coisa estranha para um homem tão mundano, lançou-lhe um olhar profundo de desejo e paixão ardentes.
Ela enrubesceu, novamente seu coração como louco palpitou e deixou que Garrett adivinhasse que também se inquietava na sua presença.
Ah, coração vadio! Ah coração vagabundo!…
Nesse preciso instante, e num impulso arrebatado, Almeida Garrett solta o melhor da sua prosápia lírica e recita o seu poema:
  
A rosa
É formosa
Bem sei.
Porque lhe chamam – flor
D'amor,
Não sei.
 
A flor,
Bem de amor
É o lírio;
Tem mel no aroma, – dor
Na cor
O lírio.
 
Se o cheiro
É fagueiro
Na rosa;
Se é de beleza – mor
Primor
A rosa:
 
No lírio
O martírio
Que é meu
Pintado vejo: – cor
E ardor
É o meu.
 
A rosa
É formosa,
Bem sei...
E será de outros flor
D'amor...
Não sei.
 
Nunca este poema tivera tão desejado impacto, nunca estas palavras escritas em momentos de profunda reclusão pessoal e introspecção tiveram tão formosa depositária.
A sua voz vibrava em cada sílaba, em cada verso. Todo o seu sentimento era derramado em cada palavra que acompanhava de olhares amoráveis e meigos. E ela… meu Deus!, deixava-se embevecer com tão doces e inebriantes palavras e com o seu olhar que a transportava muito para além do que é possível e entendível para uma senhora tão recentemente na condição de noiva. Sente-se perfeita e literalmente devorada pelo mui acalorado tom declamatório do poeta que abalançou-se entrar em seu coração sem pedir licença.
José Félix, que nesse momento se acerca de tão apaixonado casal, sente-se incomodado. Já na noite anterior fervilhava no seu íntimo a dúvida, a suspeita …
Seu ser queimava de desconfiança. Como poderia ser?!!
Ainda há tão pouco noivara essa mulher por quem sempre nutriu o mais dos sublimes sentimentos, também pelo recheado dote. Como poderia ser???
Ahhh!… Este meu sofrimento!
Ahhh!… Como poderão os céus deixar que tamanho mal aconteça!
E claro, apanha sua amada ruborizada, lançando olhares lânguidos àquele que atrevidamente tomara o seu lugar.
Um momento de profundo constrangimento, os três não conseguiam disfarçar o que lhes ia na alma. Salvos pelo cumprimento cortês de um casal que passava, José Félix convida Garrett para se juntar a eles na ceia dessa noite.
Na cabeça de Félix, um único pensamento tomava forma. De uma vez por todas, confirmar as suas suspeitas e lançar sobre aquele infame a sua fúria e raiva. Não deixaria que este levasse a melhor… Qual quê??? Lançar-se-ia sobre ele com a mais pesada das cóleras. Um só …. Sim! … Um só ficaria vivo.
 
3ª Parte
 
Para Garrett o dia pesarosamente decorreu, as ânsias de voltar a estar junto daquela pela qual o seu coração se enamorou eram enormes e penetrantes. Todo o seu corpo tremia e a sua alma irradiava uma alegria estonteante. Queria estar, novamente, perto dela, respirar o mesmo ar, inebriar-se com o seu perfume, escutar a sua voz cristalina e melodiosa.
Félix idealizava cenas maquiavélicas. O seu desejo de dar forma à sua “doce” vingança era gigantesco. Jakiná, por sua vez, sonhava ardentemente poder partilhar a mesma mesa com aquele que, já no seu íntimo, era o seu amado cavaleiro. Como poderia desejar ela outro homem que não fosse aquele que tão recentemente noivou, mas quiseram os deuses que assim fosse! Então, como calar tão ardente paixão?
Já José Félix se encontrava no salão de repasto com sua adorada noiva, quando Garrett se acercou e delicadamente salvou os seus anfitriões. Notória foi a agitação sentida por Jakiná, que prontamente escondeu ao deixar cair o seu olhar sobre a mesa tão ricamente adornada.
Enquanto era servida a refeição preparada pela Dª Felismina, uma conversa de circunstância instalou-se entre os comensais. Jakiná deliciava-se com toda e qualquer uma das frases proferidas por Garrett, aspecto que não passou despercebido a José Félix.
Um saboroso Bacalhau à Lagareiro emanava a sua fragrância que aguçava o apetite, mas nem Jakiná nem Garrett mostraram ter fome e não se deixaram tentar por tão apetitoso pitéu. Antes pelo contrário, não fora a proximidade de José Félix, poderia dizer-se que naquele cenário apenas duas, e só duas pessoas existiam, Almeida Garrett e Jakiná.
A ira cegava e envenenava o espírito magoado de Félix. Seu olhar não se desprendia do mais pequeno movimento que pudesse existir entre os dois traidores e, bastou, sim bastou apanhar uma troca de olhares embevecidos para que todas as suas suspeitas se confirmassem. Num tom grave e lançando um olhar demasiado circunspecto sobre Garrett, levantou-se e desafiou o seu rival para um duelo de pistolas a realizar-se na manhã seguinte, antes do nascer do sol.
“Infame, escolha o local e a sua testemunha, eu serei acompanhado pelo General Lemos, meu antigo patrão. Lá estaremos, amanhã ao nascer do sol!”
Com estas afirmações cortantes enregelou o coração de Jakiná, deixando que no ar pairasse uma grande consternação.
“Céus! como posso viver este momento? Como poderá o meu coração quedar-se? Que tormento!!! Que suplício!!! Que desgraça!!! Como poderá Félix desejar tamanha flagelação?”, lamenta-se Jakiná.
Seu coração dividia-se entre o dever de noiva e o desejo ardente de poder desfrutar de tão intenso sentimento que acabara de nascer.
 
4ª Parte
 
Noite atormentada! Nos espíritos desassossegados, imagens de puro suplício sobrevoavam.
Era grande a amargura que Jakiná sentia. Contorcia-se na cama e teimava em não adormecer.
Félix gozava da mesma inquietude, mas todo o seu corpo entorpecido pela cólera destilava fel.
Almeida Garrett deambulava pelo quarto e a sua cabeça queimava e estalava na procura de uma forma de resolver tão mal engendrada contenda.
E foi assim que, nessa triste e leda madrugada, duas almas martirizadas se deslocaram para um local ermo, nos arredores de Póvoa de Santo Antão.
José Félix, acompanhado pelo General Lemos, trajava uma capa preta como forma de afastar o frio e, quiçá, o horror. Como se tal fosse possível! Almeida Garrett que, à pressa, pedira ao seu amigo Brás Ferreira que o acompanhasse em tão triste missão, chegou com um ar cansado de desalento.
Sr. Anacleto, homem respeitado por todos e que presidia ao duelo, começa por elucidar os duelistas das regras de conduta a respeitar e, nesse instante, o peito de Garrett contrai-se numa dor alucinante. Não por temer pela sua própria vida, mas por imaginar que não mais voltará a ver a sua amada Jakiná.
José Félix de semblante carregado lança olhares vidrados de raiva ao seu opositor. Seu pensamento era unicamente aniquilar o infame que ousou desejar sua amada.
Deu-se cumprimento aos preceitos do duelo e à voz rouca e envinagrada do Sr. Anacleto, os dois duelistas voltaram-se e despejaram a arma que empunhavam. Uma nuvem de fumo saída do cano das armas pairava no ar. Garrett e Félix permaneciam em pé e o Sr. Anacleto e respectivas testemunhas olhavam atónitos a cena surreal. Nesse instante, Félix deixa-se cair de joelhos e um esgar de dor desenha-se no seu rosto.
Viveram-se momentos de profundo silêncio e de tétrica espera.
Vivo, mas sangrando abundantemente do flanco esquerdo, Félix jazia no chão e prontamente foi assistido pelo Sr. Gudofredo, curandeiro de Nelas e assistente neste trágico desaguisado.
Garrett chegado à pousada foi recebido de braços abertos e em declarado pranto pela adorada Jakiná. Foi um abraço arrebatador, seus corpos estreitaram-se aplacando tamanha angústia vivida e o desejo, antes reprimido, é agora lançado em vagas de genuína paixão. Seus corpos estremecem ora de frio, claro!, ora de ardente sentimento.
 
5ª Parte
 
O que aconteceu a José Félix pouca gente sabe, mas corre pelos salões de Lisboa que é companhia constante da Viscondessa da Luz na Marginal de Cascais, ajudando-a ultrapassar a dor do afastamento abrupto de Almeida Garrett.
Quanto ao romance tórrido de Garrett e Jakiná, este teve a duração de uma quimera e muitas outras se seguiram na vida de Almeida Garrett. Foram seis meses, seis meses de profundo viver idílico, mas a chegada de uma donzela à vida social de Lisboa ditara o fim deste romance.
Tudo aconteceu durante um baile de debutantes, ela entrava irradiando paz, serenidade e muita, mas muita formosura. Trajava um vestido branco ornado de finas rendas Inglesas que cintilavam à luz dos candelabros do salão e deixavam antever o seu farto decote. Foi quanto bastou para que o coração vadio de Almeida Garrett se perdesse, mais uma vez de amor eterno.
sinto-me:

publicado por minimilk às 21:54
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Quarta-feira, 21 de Fevereiro de 2007

Falar verdade a mentir - Reportagem

 

Falar Verdade a Mentir é uma delirante comédia de enganos. Almeida Garrett imaginou uma crítica cómica à sociedade da altura. E, talvez, de agora!!!!

Ao longo de uma sucessão de situações equívocas, a acção vai avançando no sentido de tornarem verdade as mentiras de Duarte, um jovem peralvilho, perante Brás Ferreira, seu futuro sogro.

http://www.juventude.gov.pt/Portal/Eventos/DancaTeatro/falar+verdade+a+mentir.html
http://www.juventude.gov.pt/Portal/Eventos/DancaTeatro/falar+verdade+a+mentir.html
http://enciclopedia.tiosam.com/enciclopedia/enciclopedia.asp?title=Falar_a_Verdade_a_Mentir
http://jvasco-fotografia.blogspot.com/2007/02/falar-verdade-mentir.html
Falar verdade a mentir, Almeida Garrett, Areal Editores, 1999
sinto-me:
música: Kizomba - Dança Ma Mi

publicado por minimilk às 00:24
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Terça-feira, 20 de Fevereiro de 2007

Preparação da Entrevista a Almeida Garrett

sinto-me:
música: Mozart - Concerto para 3 violinos

publicado por minimilk às 11:04
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Segunda-feira, 19 de Fevereiro de 2007

Entrevista a Almeida Garrett

 

 

 
Garrett, descontraído na cadeira, de calças com cintura muito descaída e camisola grande e pingona, brinco na orelha e a mascar chiclete.
 
O entrevistador, vestido muito formalmente, dirige-se à câmara (ou aos ouvintes).
 
Minimilk: Viemos ao Porto, cidade natal de João Batista da Silva Leitão de Almeida Garrett, para ficarmos a conhecer melhor este ilustre escritor e autor da obra “Falar verdade a Mentir”. (pausa, volta-se para o entrevistado) Senhor Visconde de Almeida Garrett, desde já obrigado pela sua presença no nosso programa.
 
Garrett: ‘Tá-se bem!
 
M: É para nós um prazer receber um dos mais ilustres vultos da política, cultura e literatura portuguesas.
 
G: Acha? ‘Brigado!
 
M: (gaguejando) A… A… A… Bem… Vamos então à nossa primeira pergunta. (pausa) Aos 9 anos partiu para a Ilha Terceira por causa das invasões francesas. Que recordações tem desse tempo?
 
G: Não muito boas. Sabe… o tio que era bispo de Angra do Heroísmo queria que fosse padre. Mas, ‘tá a ver!, em vez de receber uma educação religiosa e clássica, gostava mais de ouvir a Joaquina a contar lendas. Oh pá… Era cada uma mais bacana. Elas eram bruxas, vampiros, feiticeiras… e, às vezes histórias de amor… ‘Tá a ver. Lembro-me da lenda da criação da Lagoa Azul e da Lagoa Verde…
 
M: Ah! Conheço. A Lagoa Azul e a Lagoa Verde formaram-se com as lágrimas de tristeza derramadas, no seu último encontro, por uma princesa de olhos azuis e o seu apaixonado, um pastor de olhos verdes, depois de o rei ter proibido o seu namoro. 
 
G: É essa!
 
M: É sobejamente conhecido que defendeu que o contacto com as fontes nacionais populares era essencial à vitalidade da literatura e, por isso, levou a cabo uma regeneração da língua, conferindo-lhe uma naturalidade de que esta carecia e aproximando-a da oralidade. Com a mesma intenção, procedeu à recolha de temas e textos do folclore português, de que é exemplo o seu Romanceiro.
 
G: Se o Sr. o diz… eu acredito!
 
M: Sabemos que, por um lado teve uma vida cumulada de todos os triunfos no campo literário, político e social, mas por outro, foi dilacerado por desgostos íntimos.
 
G: Ya Ya Ya Eu… Eu sou um ganda escritor estadista, mundano com bué da triunfos literários, políticos e sociais, mas as garinas não são o meu forte…
 
M: Quais os momentos mais marcantes da sua vida íntima?
 
G: (começa a choramingar e atiram-lhe uma caixa de lenços de papel, gigante) Eu conto-vos mano…, eu conto-vos tudo… Era ainda um chavalo quando casei com Lu...Lu...
 
M: Luísa de Midosi. Aparentemente, foi um casamento mal sucedido. Mais tarde a sua companheira, Adelaide Pastor, morreu precocemente deixando-lhe uma filha ilegítima. Por fim, a sua paixão adultera pela Viscondessa da Luz.
 
G: Tou a crer que anda a ler revistas cor-de-rosa… Aquela mulher… (começa a abanar-se com a caixa dos lenços de papel) Olhe! P’ra ver como eu a curtia… Até lhe dediquei um rap. Mas perdi a música e só ficou a letra. Não percebo porque é que a consideram tão escandalosa! Era mais ou menos assim: (Garrett começa a recitar alguns versos)
 
Este inferno de amar - como eu amo!-
Quem mo pôs n'alma... quem foi?
 
M: Durante os anos 40, sob o regime autoritário de Costa Cabral, destacou-se na oposição. Num célebre discurso, considerou a minoria como representante da “grande nação dos oprimidos”. No entanto, o entusiasmo e o fervor militante foram-se exaurindo, perante a instabilidade política, o materialismo triunfante e o próprio desvirtuamento do ideal liberal. Que comentário se lhe oferece realizar a este propósito?
 
G: Fiquei triste com os acontecimentos e, prontossss… Em 1947 fui-me embora da vida pública e escrevi… escrevi… e acho que as escrevinhadelas saíram benzinho…
 
M: Acabou o nosso tempo. Foi uma entrevista inesquecível e deveras esclarecedora de alguns momentos cómico-trágicos da vida de Almeida Garrett. Muito obrigado pela sua presença e volte sempre.
 
G: ‘Tava a ver que não, mas pronto… na boa… ‘tamos juntos.
 
http://detectoristas.homeip.net/artigos/invasoes_francesas_1/invasoes_francesas_1.htm
http://www.apoioacores.com/conteudos/ilhas/saomiguel.html
http://www.universal.pt/scripts/hlp/hlp.exe/artigo?cod=2_55
http://pt.wikipedia.org/wiki/Censura_em_Portugal
http://www.instituto-camoes.pt/cvc/figuras/agarrett.html
http://www.arqnet.pt/portal/biografias/garrett.html
http://atelier.hannover2000.mct.pt/~pr337/vida.html
http://www.mundocultural.com.br/index.asp?url=http://www.mundocultural.com.br/literatura1/romantismo/garret.htm
sinto-me:

publicado por minimilk às 16:43
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Árvore Genealógica - Almeida Garrett

 

 

sinto-me:

publicado por minimilk às 16:34
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Quinta-feira, 15 de Fevereiro de 2007

Garrett em selos


publicado por minimilk às 16:03
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Almeida Garrett - Público e Privado

 

   

Na apresentação do espectáculo Almeida Garrett - Público e Privado, realizado em Novembro de 1999 em Braga, António Fonseca explica o ponto de partida da organização cénica em torno de três temas: a vida privada, a intervenção pública e política e a obra literária.

Garrett inaugura em Portugal uma nova postura do artista face ao compromisso social e político. Vive de forma apaixonada e contraditória, profundamente romântica, a primeira das primeiras infâncias do sistema democrático em Portugal. Entrega-se a esse combate com a mesma generosidade e candura com que vive os seus amores. Denuncia em discursos arrebatados no Parlamento a cupidez, o clientelismo, a "snobeira" pateta e a ignorância dos novos "barões" do poder. E fá-lo esgrimindo apenas os argumentos do talento, lucidez e abertura ao futuro e ao que de mais avançado se pensava e passava na Europa do seu tempo. A sua vida privada tem muitos telhados de vidro quando confrontada com a moral vigente. A sua personalidade não é modelo de "virtudes", não se constitui como referência à luz do julgamento dos padrões e regras de conduta "convenientes" para a sociedade do século XIX, nem do século XX. É exuberante nas suas emoções até à vaidade e à inconveniência.

Numa altura em que os homens públicos procuram dar de si uma imagem esterilizada, temendo que os "vícios" privados lhes destruam públicas "virtudes", parece-me importante recordar Garrett como alguém que não temeu as suas "fraquezas" porque viveu ancorado na grandeza das suas ideias e justeza das suas propostas. (…) Garrett foi um personagem trágico. Como todos os homens maiores. Vítima da sua própria fragilidade e íntegro nessa fragilidade. E nesse sentido ponto de referência de todo o combate cívico onde nada de nós precisa de ser escondido ou alardeado. Nesse sentido ainda, ergue-se como referência no que de mais essencial caracteriza a natureza humana: a contradição. O choro e o riso, a vitória e a derrota, a grandeza e a miséria, a ousadia e o medo... o Público e o Privado.

 

http://old.bpb.uminho.pt/eventos/19991102/garrett.asp

 


publicado por minimilk às 12:15
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Terça-feira, 13 de Fevereiro de 2007

Casa onde faleceu Almeida Garrett

 

A casa onde em 1854 faleceu Almeida Garrett está em vias de ser demolida para dar origem a um condomínio privado.
 
 “Ergue-te Santarém e diz ao ingrato Portugal que deixe em paz ao menos as tuas ruínas”. 1846 Almeida Garrett em Viagens na Minha Terra.
 
http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?idCanal=0&id=134871

publicado por minimilk às 01:52
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Este Inferno de Amar

 

Este inferno de amar - como eu amo!-
Quem mo pôs n'alma... quem foi?
Esta cham que alenta e consome,
Que é a vida - e que a vida destrói-
Como é que se veio a atear,
Quando - ai quando se há de ela apagar?

Eu não sei, não me lembra: o passado,
A outra vida que dantes vivi
Era um sonh talvez... - foi um sonho -
Em que paz tão seran a dromi!
Oh! que doce era aquele sonhar...
Quem me veio, ai de mim! desperatar?

Só me lembra que um dia formoso
Eu passei... dava o Sol tanta luz!
E os meus olhos, que vagos giravam,
Em seus olhos ardentes os pus.
Que fez ela? eu que fiz? - Não no sei;
Mas nessa hora a viver comecei...

 
http://www.mundocultural.com.br/index.asp?url=http://www.mundocultural.com.br/literatura1/romantismo/garret.htm

publicado por minimilk às 01:47
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